Lá estou eu, no meu cantinho escuro e acolhedor do meu
quarto a escrever mais uma vez para ti. Demonstrando tudo aquilo que poderia
ter sido e não fiz e tudo o que fui.
Todas as vezes que poderia ter estado ao teu lado para te apoiar
e virei as costas dizendo, sem pensar “DESENRASCA-TE” Tu para mim tinhas
morrido já há muito tempo.
Parei para pensar no que realmente te tinha dito, no que
poderias ter sentido. Chorei muito nesse mesmo dia, pensando na pessoa estúpida
e ignorante que tinha sido em ter-te tratado assim daquele jeito no qual apenas
devo tratar aqueles que me querem para trás.
Muita gente me tentou abrir os olhos para eu reparar naquilo
que te andava a dizer e como te andava a tratar. Não sei porque. Deve ser por
gostar tanto de ti e de me enervares mas de forma positiva. Por me fazeres
virara a cara cada vez que passo por ti, só para não fazer figuras com vontade
de ir correr ter contigo e de te agarrar com toda a força para não fugires de
mim, mas sim comigo.
És tu que secas as minhas lágrimas, que fazes os meus olhos
brilhares como ninguém.
Arrependo-me todos os dias te ter tratado assim. É normal
não me falares pois tudo o que te fiz, não merece um perdão imediato.
Tudo em mim diz que devo seguir em frente mas eu digo NÃO.
Não quero perder uma pessoa tão sincera como tu. Tão engraçada como tu e tão honesta como tu. Até pareces que vieste de um sonho por seres tão magnífico e delicado.
És com o meu telemóvel, nunca me farto de ti mesmo estando assim contigo (eu a ser querida).
O que queres que diga mais? Sim, peço perdão, algo que normalmente me é difícil de pedir. Mas, numa pessoa como tu o impossível torna-se possível. O imaginário torna-se real. Todo o meu mundo se vira para ti.
BJ*

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