Bem, nunca
fui pessoa de opinar em relação a decisões vindas principalmente do nosso
Governo. Não é que não me interesse sobre o estado em que se encontra o nosso
pais, mas apenas não tenho paciência para ouvir tanta barbaridade vinda de uma
sala onde as pessoas se atropelam umas às outras e que tentam ser as que falam
mais alto, apenas para se fazer ouvir e para mostrar algum respeito.
Contudo, as
notícias do dia 28, deixaram-me destroçada. Dei por mim, a ficar com o coração
apertado, a passar a minha noite agarrada ao telemóvel a ver inúmeros
comentários que ia surgindo a relação a este assunto.
Sou apenas
mais uma, de muitos alunos, preocupada com o que está acontecer à nossa escola. à nossa segunda casa mais precisamente.
Sempre me disseram
que Portugal é um país livre. Onde as pessoas podem dizer tudo o que sentem e
fazer as suas próprias escolhas. Mas parece que tal não esta a acontecer. Será
que somos assim tão livres?
Sou aluna do
12º ano e à 9 anos atrás fiz a minha escolha. Escolhi vir para aqui. Para uma
escola onde ninguém é excluído. Onde aprendi o verdadeiro significado da
palavra “união” que está à vista de todos. Onde fiz amizades que valem mais que
ouro, onde escrevi e tracei as metas para o meu futuro e onde cresci como
pessoa. Aqui posse ter liberdade de sonhar e de não ter medo de falhar. Ao início
tive receio, é verdade, pois sempre me disseram que estaria a fazer uma má
escolha. Mas algo em mim dizia que o meu caminho seria feito aqui, neste edifício
branco de janelas grandes, ao qual, na altura, denominava como “hospital”. Era
pequena, é verdade, não tinha bem a noção das coisas, mas pelo que parece, as
escolhas que fiz em pequenina e que os meus pais me ajudaram a fazer, vieram a
tornar-se, em algo grandioso para uma rapariga pequenina como eu.
Revolta-me o
facto de muitos não poderem vir a ter a sorte que eu tive. De ter feito parte
de uma família como esta. De ter podido marcar presença nos maus e nos bons
momentos. As suas escolhas devem ser aceites e não colocadas numa estante para analisar depois da reunião.
E revolta-me ainda mais o facto de o nosso querido e adorado Governo,
não ser capaz de ver para além do dinheiro. De ter os olhos tapados com moedas
de ouro e notas que, por mais valiosas que sejam, não são capazes de pagar a
união de uma escola como a nossa.
Já Mahatma Gandhi dizia: “A força não provém da capacidade
física. Provém de uma vontade indomável.”
E essa
vontade indomável, essa vontade que todos nós temos de mudar o rumo das coisas, só
um cego é que não vê.
Obrigada.
#wesupportcrdl
