quinta-feira, 28 de abril de 2016

Escolher... ainda podemos?

Bem, nunca fui pessoa de opinar em relação a decisões vindas principalmente do nosso Governo. Não é que não me interesse sobre o estado em que se encontra o nosso pais, mas apenas não tenho paciência para ouvir tanta barbaridade vinda de uma sala onde as pessoas se atropelam umas às outras e que tentam ser as que falam mais alto, apenas para se fazer ouvir e para mostrar algum respeito.
Contudo, as notícias do dia 28, deixaram-me destroçada. Dei por mim, a ficar com o coração apertado, a passar a minha noite agarrada ao telemóvel a ver inúmeros comentários que ia surgindo a relação a este assunto.

Sou apenas mais uma, de muitos alunos, preocupada com o que está acontecer à nossa escola. à nossa segunda casa mais precisamente.
Sempre me disseram que Portugal é um país livre. Onde as pessoas podem dizer tudo o que sentem e fazer as suas próprias escolhas. Mas parece que tal não esta a acontecer. Será que somos assim tão livres?

Sou aluna do 12º ano e à 9 anos atrás fiz a minha escolha. Escolhi vir para aqui. Para uma escola onde ninguém é excluído. Onde aprendi o verdadeiro significado da palavra “união” que está à vista de todos. Onde fiz amizades que valem mais que ouro, onde escrevi e tracei as metas para o meu futuro e onde cresci como pessoa. Aqui posse ter liberdade de sonhar e de não ter medo de falhar. Ao início tive receio, é verdade, pois sempre me disseram que estaria a fazer uma má escolha. Mas algo em mim dizia que o meu caminho seria feito aqui, neste edifício branco de janelas grandes, ao qual, na altura, denominava como “hospital”. Era pequena, é verdade, não tinha bem a noção das coisas, mas pelo que parece, as escolhas que fiz em pequenina e que os meus pais me ajudaram a fazer, vieram a tornar-se, em algo grandioso para uma rapariga pequenina como eu.

Revolta-me o facto de muitos não poderem vir a ter a sorte que eu tive. De ter feito parte de uma família como esta. De ter podido marcar presença nos maus e nos bons momentos. As suas escolhas devem ser aceites e não colocadas numa estante para analisar depois da reunião.
E revolta-me ainda mais o facto de o nosso querido e adorado Governo, não ser capaz de ver para além do dinheiro. De ter os olhos tapados com moedas de ouro e notas que, por mais valiosas que sejam, não são capazes de pagar a união de uma escola como a nossa.

Já Mahatma Gandhi dizia: “A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável.”
E essa vontade indomável, essa vontade que todos nós temos de mudar o rumo das coisas, só um cego é que não vê.

Obrigada.
#wesupportcrdl






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