Como descrever mais um ano passado?
Como descrever 365 dias numa página apenas?
Não me considero uma máquina, muito menos uma pessoa com a imaginação do tamanho do mundo para fazer tal coisa. Considero-me sim, uma rapariga que apenas gosta de escrever. De partilhar um pouco de si, neste pseudo-blog.
Gostava de dizer que concretizei todos os projetos, todas as viagens que tinha planeado para 2016, mas estaria a mentir. Mentiria também se disse-se que este ano não me fez crescer. Cresci enquanto pessoa e enquanto estudante. Cresci enquanto mulher e enquanto criança (sim, porque ainda gosto de me considerar criança.)
Este ano, foi marcado com a minha entrada na faculdade. Com a entrada de novas pessoas na minha vida. Pessoas essas que irei levar sempre comigo para onde for. Construí e estou a construir a cada dia que passa uma família nova. Não irei falar de cada um individualmente porque assim, não sairia daqui hoje, nem amanhã, nem depois... Apenas lhes agradeço tudo aquilo que têm feito por mim, Obrigada Leiria...
Muitas pessoas puseram-me de parte, muitas delas, que pensei que seriam para sempre, viraram meras folhas de árvore que, com o tempo desaparecem. Delas, não desejo mal nenhum. Apenas que sejam capazes de encontrar a felicidade, onde quer que ela se encontre
Foi um ano que passou. Um ano que deixou muitas lágrimas mas também muitos risos. Muitas batalhas traçadas e suas vitórias.
Deixou em mim saudade.
Deixou em mim um novo eu.
Obrigada 2016, e podes vir 2017... não tenho medo
BJS*
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
sábado, 17 de dezembro de 2016
A história ainda não acabou...CRDL
Como explicar o que senti ontem...
Digo sem medos que chorei ao recordar. Digo que gritei ao sentir orgulho. Digo que o meu coração se encheu mais do que aquilo que pensava ser possível.
Foi estranho estar do outro lado a olhar. Não puder estar lá em cima com eles, a dançar cada música, sentir cada passo de dança como se fosse o último. E por fim... a cantar aquele hino, com uma força tão grande, que é capaz de mover multidões, e corações.
A saudade tende a permanecer.
Apenas gostaria que o senhor ministro da educação e restante governo pudessem ter observado a magia que aconteceu ontem. Tivessem olhado para as lágrimas de milhares de jovens e adultos no momento que a sua atuação acabou.
Gostaria que se tivessem arrepiado da mesma forma que me arrepiei. Gostaria que a partir de a noite de ontem, tivessem a verdadeira consciência daquilo que estão a fazer aos corações tanto daqueles que permanecem como daqueles que já foram.
Para aqueles que se encontram no secundário apenas digo: aproveitem ao máximo estes momentos. Dêem tudo por tudo para não desperdiçarem nada do que esta escola vos der. Pois assim, poderão sentir o que nós sentimos cada vez que colocamos os pés novamente na NOSSA escola. Cada vez que nos dirigimos de novo para um professor.
"A persistência realiza o impossível"
Obrigada colégio... E acreditem... algo me diz que a história ainda não acabou...
BJS*
Digo sem medos que chorei ao recordar. Digo que gritei ao sentir orgulho. Digo que o meu coração se encheu mais do que aquilo que pensava ser possível.
Foi estranho estar do outro lado a olhar. Não puder estar lá em cima com eles, a dançar cada música, sentir cada passo de dança como se fosse o último. E por fim... a cantar aquele hino, com uma força tão grande, que é capaz de mover multidões, e corações.
A saudade tende a permanecer.
Apenas gostaria que o senhor ministro da educação e restante governo pudessem ter observado a magia que aconteceu ontem. Tivessem olhado para as lágrimas de milhares de jovens e adultos no momento que a sua atuação acabou.
Gostaria que se tivessem arrepiado da mesma forma que me arrepiei. Gostaria que a partir de a noite de ontem, tivessem a verdadeira consciência daquilo que estão a fazer aos corações tanto daqueles que permanecem como daqueles que já foram.
Para aqueles que se encontram no secundário apenas digo: aproveitem ao máximo estes momentos. Dêem tudo por tudo para não desperdiçarem nada do que esta escola vos der. Pois assim, poderão sentir o que nós sentimos cada vez que colocamos os pés novamente na NOSSA escola. Cada vez que nos dirigimos de novo para um professor.
"A persistência realiza o impossível"
Obrigada colégio... E acreditem... algo me diz que a história ainda não acabou...
BJS*
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Não consigo...
Não me peças para ficar, pois tenho medo que um dia me rejeites. Que me apontes o dedo e que te fartes da pessoa que sou.
Não me peças para ser feliz, pois não sei o que isso significa. Mas se for para o ser contigo, não vejo porque não.
Apenas quero que me peças para ser tua. Para te olhar nos olhos e dizer o quanto te amo. Para sentir o calor da tua mão a agarrar na minha e nunca mais largar.
Apenas quero que me acordes com um beijo que não tem como chegar ao fim. Apenas assim, só tu e eu.
Escreveria uma música mas falta-me o ritmo. Inventaria uma nave espacial, mas nada me garante que ela se destrua quando descolar.
Mudava, se me deixasses. Mas a teimosia é algo em ti característico. Gritava, mas algo me diz que me calavas logo...
Só sei que por mais que tente, despegar-me de ti, não consigo...
BJS*
Não me peças para ser feliz, pois não sei o que isso significa. Mas se for para o ser contigo, não vejo porque não.
Apenas quero que me peças para ser tua. Para te olhar nos olhos e dizer o quanto te amo. Para sentir o calor da tua mão a agarrar na minha e nunca mais largar.
Apenas quero que me acordes com um beijo que não tem como chegar ao fim. Apenas assim, só tu e eu.
Escreveria uma música mas falta-me o ritmo. Inventaria uma nave espacial, mas nada me garante que ela se destrua quando descolar.
Mudava, se me deixasses. Mas a teimosia é algo em ti característico. Gritava, mas algo me diz que me calavas logo...
Só sei que por mais que tente, despegar-me de ti, não consigo...
BJS*
domingo, 13 de novembro de 2016
O ínicio de uma nova aventura...
É estranho ainda dizer que estou na faculdade... Mas a verdade é mesmo essa. A rapariga que lutou durante 13 anos, que se empenhou em todos os desafios que lhe eram postos à frente, lá conseguiu entrar em Enfermagem.
Posso dizer que a escolha foi bastante pensada, que as horas que passei a reflectir sobre o que seria o mais acertado para mim não foram passadas em vão. Pode ainda ser cedo para dizer isto mas... cresci, ou então, estou a crescer (fica melhor).
O primeiro momento em que coloquei os meus pés na faculdade, naquele grande espaço que ao inicio para mim não passava de um labirinto, impossível de atravessar, foi estranho. Era apenas mais entre milhares de novos alunos. Simples, pequena e discreta. Confesso ter ficado com medo, pois não é todos os dias que vou para "uma nova escola". Fez-me lembrar o primeiro dia em que entrei na minha primeira sala de aula e que conheci os meus primeiros amigos/colegas.
Já passou mais de um mês e meio, e neste mesmo período te tempo, o meu coração encheu-se. Conheci, e estou a conhecer pessoas extraordinárias, que me aceitam como sou, sem que me coloquem rótulos, que me olhem de lado mas sim de frente. É nesta altura que me sinto um pouco mais alta.
Repararam em mim!
A elas apenas tenho de agradecer todo o que têm vindo a representar para mim, o seu apoio, o seu carinho... tudo aquilo que me estão a fazer. Pode apenas ter passado um mês e meio ou mais, mas mesmo sendo pouco tempo, não me posso queixar. As amizades que estou a construir, tenho como principal objectivo leva-las comigo mesmo que vá ou não para longe no futuro.
Relativamente ao curso propriamente dito. Pode parecer absurdo aquilo que vou dizer, mas até estou a gostar das aulas. Muitas delas ainda não percebi para que servem, mas as outras até que não estão a ser nada por ai além. Mas quando chega á parte de estudar para as frequências, parece que a matéria vão crescendo á medida que vou passando slide a slide. Nunca uma rapariga estudou tanto para um teste de secundário como está a estudar para uma frequência, Já disse mesmo à minha mãe que me tem de comprar redbull (ou lá como se diz) quando for a casa no fim-de-semana.
Já faltou mais...
BJS*
Posso dizer que a escolha foi bastante pensada, que as horas que passei a reflectir sobre o que seria o mais acertado para mim não foram passadas em vão. Pode ainda ser cedo para dizer isto mas... cresci, ou então, estou a crescer (fica melhor).
O primeiro momento em que coloquei os meus pés na faculdade, naquele grande espaço que ao inicio para mim não passava de um labirinto, impossível de atravessar, foi estranho. Era apenas mais entre milhares de novos alunos. Simples, pequena e discreta. Confesso ter ficado com medo, pois não é todos os dias que vou para "uma nova escola". Fez-me lembrar o primeiro dia em que entrei na minha primeira sala de aula e que conheci os meus primeiros amigos/colegas.
Já passou mais de um mês e meio, e neste mesmo período te tempo, o meu coração encheu-se. Conheci, e estou a conhecer pessoas extraordinárias, que me aceitam como sou, sem que me coloquem rótulos, que me olhem de lado mas sim de frente. É nesta altura que me sinto um pouco mais alta.
Repararam em mim!
A elas apenas tenho de agradecer todo o que têm vindo a representar para mim, o seu apoio, o seu carinho... tudo aquilo que me estão a fazer. Pode apenas ter passado um mês e meio ou mais, mas mesmo sendo pouco tempo, não me posso queixar. As amizades que estou a construir, tenho como principal objectivo leva-las comigo mesmo que vá ou não para longe no futuro.
Relativamente ao curso propriamente dito. Pode parecer absurdo aquilo que vou dizer, mas até estou a gostar das aulas. Muitas delas ainda não percebi para que servem, mas as outras até que não estão a ser nada por ai além. Mas quando chega á parte de estudar para as frequências, parece que a matéria vão crescendo á medida que vou passando slide a slide. Nunca uma rapariga estudou tanto para um teste de secundário como está a estudar para uma frequência, Já disse mesmo à minha mãe que me tem de comprar redbull (ou lá como se diz) quando for a casa no fim-de-semana.
Já faltou mais...
BJS*
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Obrigada...
"Mãe! Só mais 5 minutos..."
"Ai! Esqueci-me de fazer os trabalhos de casa! E agora?"
Um dia, ouvi alguém dizer que nós "Somos do tamanho dos nossos sonhos". E será que somos? Eu posso dizer que sim! Sou pequenina e não tenho sonhos muito grandes, mas aqueles que gosto de criar na minha cabeça, durante a noite a ouvir música, são sonhos que por mais pequenos que sejam, são os MEUS sonhos.
Sinto que acabei mais um capítulo, do livro da minha vida. Não sou alguém que leia rápido, pelo contrário. Gosto de ler ao meu ritmo, de modo a perceber todas as palavrinhas, todas as peripécias que vão acontecendo. Dai o facto de ter demorado cerca de 13 anos a acabar um só capitulo. Foram 13 anos, que para a maioria dos alunos se resume em 12. Mas como eu já disse, gosto de perceber a historia tim tim por tim tim para quando chegar ao final, não haver uma série de interrogações a sobrevoar a minha cabeça.
Acabei o secundário! 3 anos de alegrias e tristeza. Risos e muitas lágrimas. Tudo isso se culminou agora. Tudo isso junto, fez com que estes 3 anos, fossem sem sombra de dúvida os melhores anos do meu percurso escolar.
Gostaria de agradecer em primeiro lugar à escola que me viu crescer e que por mais que muitos critiquem, que apenas pensam em si... outra escola já mais me poderia dar o que esta me deu. Uma segunda família. Uma família composta por professores excepcionais, alunos incríveis e funcionários espantosos. Uma família que se manteve e sempre se irá manter unida para enfrentar todos aqueles que a quiserem destruir. Torná-mo-nos um só. Uma só voz, uma só garra. Um.
Obrigada professores. Não, professores não. Obrigada amigos mais velhos que aturaram as nossas birras, o nosso comportamento fora de série. Obrigada por todos os sermões, todas as palavras de incentivo e todos os momentos únicos dos quais me irei recordar sempre com uma lágrima no canto do olho. Como jantares, festas de natal, festivais da canção, manifestações... e por fim, o tão desejado baile de gala, onde os mais tímidos e os mais rebeldes viraram príncipes e princesas, e os pais e professores, reis e rainhas.
Gostaria também de agradecer aos meus amigos. Deram-me forças nas alturas quem me ia abaixo e dizia para mim que não conseguia mais. Ouviram-me e eu ouvi-os a eles. Riram-se comigo, e eu ri-me com eles. Foram os melhores dos melhores, e serão sempre.
Podemos seguir caminhos diferentes, mas no que depender de mim, a nossa ligação jamais desaparecerá.
Por fim, gostaria de agradecer aos meus pais e ao meu irmão, por terem estado sempre do meu lado; por me terem ajudado a vencer muitos dos obstáculos que se foram colocando à minha frente. Que levaram com os meus berros, com os meus choros (principalmente nesta época), com os meus saltos de alegria.. tudo isso. Por mais que vos queira agradecer tudo aquilo que fizeram por mim até agora, nunca será suficiente. Amo-vos, mais do que tudo.
Chegou a minha altura de voar.
Obrigada Colégio Rainha D. Leonor. Obrigada família.
BJS*
"Ai! Esqueci-me de fazer os trabalhos de casa! E agora?"
Um dia, ouvi alguém dizer que nós "Somos do tamanho dos nossos sonhos". E será que somos? Eu posso dizer que sim! Sou pequenina e não tenho sonhos muito grandes, mas aqueles que gosto de criar na minha cabeça, durante a noite a ouvir música, são sonhos que por mais pequenos que sejam, são os MEUS sonhos.
Sinto que acabei mais um capítulo, do livro da minha vida. Não sou alguém que leia rápido, pelo contrário. Gosto de ler ao meu ritmo, de modo a perceber todas as palavrinhas, todas as peripécias que vão acontecendo. Dai o facto de ter demorado cerca de 13 anos a acabar um só capitulo. Foram 13 anos, que para a maioria dos alunos se resume em 12. Mas como eu já disse, gosto de perceber a historia tim tim por tim tim para quando chegar ao final, não haver uma série de interrogações a sobrevoar a minha cabeça.
Acabei o secundário! 3 anos de alegrias e tristeza. Risos e muitas lágrimas. Tudo isso se culminou agora. Tudo isso junto, fez com que estes 3 anos, fossem sem sombra de dúvida os melhores anos do meu percurso escolar.
Gostaria de agradecer em primeiro lugar à escola que me viu crescer e que por mais que muitos critiquem, que apenas pensam em si... outra escola já mais me poderia dar o que esta me deu. Uma segunda família. Uma família composta por professores excepcionais, alunos incríveis e funcionários espantosos. Uma família que se manteve e sempre se irá manter unida para enfrentar todos aqueles que a quiserem destruir. Torná-mo-nos um só. Uma só voz, uma só garra. Um.
Obrigada professores. Não, professores não. Obrigada amigos mais velhos que aturaram as nossas birras, o nosso comportamento fora de série. Obrigada por todos os sermões, todas as palavras de incentivo e todos os momentos únicos dos quais me irei recordar sempre com uma lágrima no canto do olho. Como jantares, festas de natal, festivais da canção, manifestações... e por fim, o tão desejado baile de gala, onde os mais tímidos e os mais rebeldes viraram príncipes e princesas, e os pais e professores, reis e rainhas.
Gostaria também de agradecer aos meus amigos. Deram-me forças nas alturas quem me ia abaixo e dizia para mim que não conseguia mais. Ouviram-me e eu ouvi-os a eles. Riram-se comigo, e eu ri-me com eles. Foram os melhores dos melhores, e serão sempre.
Podemos seguir caminhos diferentes, mas no que depender de mim, a nossa ligação jamais desaparecerá.
Por fim, gostaria de agradecer aos meus pais e ao meu irmão, por terem estado sempre do meu lado; por me terem ajudado a vencer muitos dos obstáculos que se foram colocando à minha frente. Que levaram com os meus berros, com os meus choros (principalmente nesta época), com os meus saltos de alegria.. tudo isso. Por mais que vos queira agradecer tudo aquilo que fizeram por mim até agora, nunca será suficiente. Amo-vos, mais do que tudo.
Chegou a minha altura de voar.
Obrigada Colégio Rainha D. Leonor. Obrigada família.
BJS*
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Limito-me apenas
Filmada...
Fui filmada a sair de casa, de chapéus de chuva na mão, gabardina sobre o corpo, sem olhar nem para um lado nem para o outro, o que se costuma dizer ás crianças quando estas travessam a estrada. Limitei-me a seguir o meu caminho, sem me preocupar com as pessoas que me rodeavam. Podiam estar a falar do quão mal vestida eu estava, do quão esquisito é o meu andar.. Nada disso me importa. Limitei-me apenas a ser eu.
Ao longe, um grupo de jovens a jogar à bisca no café de esquina. Param... e olham para mim. Olham com um sorriso rasgado no rosto. Mas continuo a andar. Não parei. Segui em frente a derrubar tudo o que colocou à minha frente.
Do nada parei... Olhei para trás e reparei que estava bem longe de casa. Estava para lá da fronteira.
Gritei e não fui ouvida. Corri sem ser perseguida. Perguntei-me sobre o propósito da vida. A penas surgiram pontos de interrogação. Aquela minhoca torta com um pontinho no fim sem resposta alguma.
Quis voltar... Mas algo me prendeu naquele chão de pedra empilhado de pastilhas elásticas verdes, azuis, laranjas... pastilhas que vistas de longe, se tornam num imenso arco-íris.
Fechei os olhos e limitei-me a sentir a brisa... e a esperar que esta me levasse de volta ao início.
BJS*
Fui filmada a sair de casa, de chapéus de chuva na mão, gabardina sobre o corpo, sem olhar nem para um lado nem para o outro, o que se costuma dizer ás crianças quando estas travessam a estrada. Limitei-me a seguir o meu caminho, sem me preocupar com as pessoas que me rodeavam. Podiam estar a falar do quão mal vestida eu estava, do quão esquisito é o meu andar.. Nada disso me importa. Limitei-me apenas a ser eu.
Ao longe, um grupo de jovens a jogar à bisca no café de esquina. Param... e olham para mim. Olham com um sorriso rasgado no rosto. Mas continuo a andar. Não parei. Segui em frente a derrubar tudo o que colocou à minha frente.
Do nada parei... Olhei para trás e reparei que estava bem longe de casa. Estava para lá da fronteira.
Gritei e não fui ouvida. Corri sem ser perseguida. Perguntei-me sobre o propósito da vida. A penas surgiram pontos de interrogação. Aquela minhoca torta com um pontinho no fim sem resposta alguma.
Quis voltar... Mas algo me prendeu naquele chão de pedra empilhado de pastilhas elásticas verdes, azuis, laranjas... pastilhas que vistas de longe, se tornam num imenso arco-íris.
Fechei os olhos e limitei-me a sentir a brisa... e a esperar que esta me levasse de volta ao início.
BJS*
segunda-feira, 11 de julho de 2016
"Nação valente e imortal"
"Nação valente e imortal"
Algo que nos define como únicos.
Muitas foram as vezes que cantámos o nosso hino de mão ao peito e a acreditar sempre que poderíamos chegar ao fim, chegar à tão desejada vitória. A olhar para cada jogo, cada batalha como se fosse a última.
Finalmente...
Conseguimos provar a muitos que a Seleção não se trata de Cristiano Ronaldo mas sim da união de uma equipa. Na união de 11 milhões.
Foi complicada, é verdade, mas nunca desistimos de lutar por aquilo que nos movia. A vitória. Muitas televisões se terão partido pois o desespero era enorme; muitos ataques de pânico deverão ter surgido com tantos sustos que os adversários nos pregaram. Mas o que importa são os copos partidos. as garrafas de cerveja a rolar pelo chão, que são o sinónimo dos saltos de alegria do nosso povo, as mesas pelos ares e as cadeiras de como CONSEGUIMOS!
Todas as músicas feitas, as fotos tiradas, os textos escritos, as ruas cheias, as gargantas roucas de tanto gritar, chegaram mais longe do que se imaginou possível.
A nossa garra a nossa crença esteve presente em cada choro, em cada grito, em todo o ar que se respirou tanto em França, como em Portugal e nos outros locais onde exista um português.
Apenas digo Obrigada!
Um obrigada de uma rapariga que nunca deixou de acreditar em você. Se no inicio tinha umas unhas pequeninas, agora quase nem há vestígio delas, devido ao sofrimento vivido durante este Euro. Obrigada Seleção, Conseguiram com que o vosso povo se esquecesse por momentos do que o atormentava, de o que o mantinha em baixo.
Somos mais que 11 milhões... somos os "Heróis do mar", os quais contra os canhões marchamos e sempre de cabeça erguida.
Obrigada Seleção, obrigada Portugal!
Até ao próximo Euro ou um até já Mundial...
BJS*
Algo que nos define como únicos.
Muitas foram as vezes que cantámos o nosso hino de mão ao peito e a acreditar sempre que poderíamos chegar ao fim, chegar à tão desejada vitória. A olhar para cada jogo, cada batalha como se fosse a última.
Finalmente...
Conseguimos provar a muitos que a Seleção não se trata de Cristiano Ronaldo mas sim da união de uma equipa. Na união de 11 milhões.
Foi complicada, é verdade, mas nunca desistimos de lutar por aquilo que nos movia. A vitória. Muitas televisões se terão partido pois o desespero era enorme; muitos ataques de pânico deverão ter surgido com tantos sustos que os adversários nos pregaram. Mas o que importa são os copos partidos. as garrafas de cerveja a rolar pelo chão, que são o sinónimo dos saltos de alegria do nosso povo, as mesas pelos ares e as cadeiras de como CONSEGUIMOS!
Todas as músicas feitas, as fotos tiradas, os textos escritos, as ruas cheias, as gargantas roucas de tanto gritar, chegaram mais longe do que se imaginou possível.
A nossa garra a nossa crença esteve presente em cada choro, em cada grito, em todo o ar que se respirou tanto em França, como em Portugal e nos outros locais onde exista um português.
Apenas digo Obrigada!
Um obrigada de uma rapariga que nunca deixou de acreditar em você. Se no inicio tinha umas unhas pequeninas, agora quase nem há vestígio delas, devido ao sofrimento vivido durante este Euro. Obrigada Seleção, Conseguiram com que o vosso povo se esquecesse por momentos do que o atormentava, de o que o mantinha em baixo.
Somos mais que 11 milhões... somos os "Heróis do mar", os quais contra os canhões marchamos e sempre de cabeça erguida.
Obrigada Seleção, obrigada Portugal!
Até ao próximo Euro ou um até já Mundial...
BJS*
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Escolher... ainda podemos?
Bem, nunca
fui pessoa de opinar em relação a decisões vindas principalmente do nosso
Governo. Não é que não me interesse sobre o estado em que se encontra o nosso
pais, mas apenas não tenho paciência para ouvir tanta barbaridade vinda de uma
sala onde as pessoas se atropelam umas às outras e que tentam ser as que falam
mais alto, apenas para se fazer ouvir e para mostrar algum respeito.
Contudo, as
notícias do dia 28, deixaram-me destroçada. Dei por mim, a ficar com o coração
apertado, a passar a minha noite agarrada ao telemóvel a ver inúmeros
comentários que ia surgindo a relação a este assunto.
Sou apenas
mais uma, de muitos alunos, preocupada com o que está acontecer à nossa escola. à nossa segunda casa mais precisamente.
Sempre me disseram
que Portugal é um país livre. Onde as pessoas podem dizer tudo o que sentem e
fazer as suas próprias escolhas. Mas parece que tal não esta a acontecer. Será
que somos assim tão livres?
Sou aluna do
12º ano e à 9 anos atrás fiz a minha escolha. Escolhi vir para aqui. Para uma
escola onde ninguém é excluído. Onde aprendi o verdadeiro significado da
palavra “união” que está à vista de todos. Onde fiz amizades que valem mais que
ouro, onde escrevi e tracei as metas para o meu futuro e onde cresci como
pessoa. Aqui posse ter liberdade de sonhar e de não ter medo de falhar. Ao início
tive receio, é verdade, pois sempre me disseram que estaria a fazer uma má
escolha. Mas algo em mim dizia que o meu caminho seria feito aqui, neste edifício
branco de janelas grandes, ao qual, na altura, denominava como “hospital”. Era
pequena, é verdade, não tinha bem a noção das coisas, mas pelo que parece, as
escolhas que fiz em pequenina e que os meus pais me ajudaram a fazer, vieram a
tornar-se, em algo grandioso para uma rapariga pequenina como eu.
Revolta-me o
facto de muitos não poderem vir a ter a sorte que eu tive. De ter feito parte
de uma família como esta. De ter podido marcar presença nos maus e nos bons
momentos. As suas escolhas devem ser aceites e não colocadas numa estante para analisar depois da reunião.
E revolta-me ainda mais o facto de o nosso querido e adorado Governo,
não ser capaz de ver para além do dinheiro. De ter os olhos tapados com moedas
de ouro e notas que, por mais valiosas que sejam, não são capazes de pagar a
união de uma escola como a nossa.
Já Mahatma Gandhi dizia: “A força não provém da capacidade
física. Provém de uma vontade indomável.”
E essa
vontade indomável, essa vontade que todos nós temos de mudar o rumo das coisas, só
um cego é que não vê.
Obrigada.
#wesupportcrdl
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