quinta-feira, 14 de julho de 2016

Obrigada...

"Mãe! Só mais 5 minutos..."
"Ai! Esqueci-me de fazer os trabalhos de casa! E agora?"

Um dia, ouvi alguém dizer que nós "Somos do tamanho dos nossos sonhos". E será que somos? Eu posso dizer que sim! Sou pequenina e não tenho sonhos muito grandes, mas aqueles que gosto de criar na minha cabeça, durante a noite a ouvir música, são sonhos que por mais pequenos que sejam, são os MEUS sonhos.

Sinto que acabei mais um capítulo, do livro da minha vida. Não sou alguém que leia rápido, pelo contrário. Gosto de ler ao meu ritmo, de modo a perceber todas as palavrinhas, todas as peripécias que vão acontecendo. Dai o facto de ter demorado cerca de 13 anos a acabar um só capitulo. Foram 13 anos, que para a maioria dos alunos se resume em 12. Mas como eu já disse, gosto de perceber a historia tim tim por tim tim para quando chegar ao final, não haver uma série de interrogações a sobrevoar a minha cabeça.

Acabei o secundário! 3 anos de alegrias e tristeza. Risos e muitas lágrimas. Tudo isso se culminou agora. Tudo isso junto, fez com que estes 3 anos, fossem sem sombra de dúvida os melhores anos do meu percurso escolar.

Gostaria de agradecer em primeiro lugar à escola que me viu crescer e que por mais que muitos critiquem, que apenas pensam em si... outra escola já mais me poderia dar o que esta me deu. Uma segunda família. Uma família composta por professores excepcionais, alunos incríveis e funcionários espantosos. Uma família que se manteve e sempre se irá manter unida para enfrentar todos aqueles que a quiserem destruir. Torná-mo-nos um só. Uma só voz, uma só garra. Um.

Obrigada professores. Não, professores não. Obrigada amigos mais velhos que aturaram as nossas birras, o nosso comportamento fora de série. Obrigada por todos os sermões, todas as palavras de incentivo e todos os momentos únicos dos quais me irei recordar sempre com uma lágrima no canto do olho. Como jantares, festas de natal, festivais da canção, manifestações... e por fim, o tão desejado baile de gala, onde os mais tímidos e os mais rebeldes viraram príncipes e princesas, e os pais e professores, reis e rainhas.

Gostaria também de agradecer aos meus amigos. Deram-me forças nas alturas quem me ia abaixo e dizia para mim que não conseguia mais. Ouviram-me e eu ouvi-os a eles. Riram-se comigo, e eu ri-me com eles. Foram os melhores dos melhores, e serão sempre.
Podemos seguir caminhos diferentes, mas no que depender de mim, a nossa ligação jamais desaparecerá.

Por fim, gostaria de agradecer aos meus pais e ao meu irmão, por terem estado sempre do meu lado;  por me terem ajudado a vencer muitos dos obstáculos que se foram colocando à minha frente. Que levaram com os meus berros, com os meus choros (principalmente nesta época), com os meus saltos de alegria.. tudo isso. Por mais que vos queira agradecer tudo aquilo que fizeram por mim até agora, nunca será suficiente. Amo-vos, mais do que tudo.

Chegou a minha altura de voar.

Obrigada Colégio Rainha D. Leonor. Obrigada família.

BJS*




quarta-feira, 13 de julho de 2016

Limito-me apenas

Filmada...
Fui filmada a sair de casa, de chapéus de chuva na mão, gabardina sobre o corpo, sem olhar nem para um lado nem para o outro, o que se costuma dizer ás crianças quando estas travessam a estrada. Limitei-me a seguir o meu caminho, sem me preocupar com as pessoas que me rodeavam. Podiam estar a falar do quão mal vestida eu estava, do quão esquisito é o meu andar.. Nada disso me importa. Limitei-me apenas a ser eu.

Ao longe, um grupo de jovens a jogar à bisca no café de esquina. Param... e olham para mim. Olham com um sorriso rasgado no rosto. Mas continuo a andar. Não parei. Segui em frente a derrubar tudo o que colocou à minha frente.

Do nada parei... Olhei para trás e reparei que estava bem longe de casa. Estava para lá da fronteira.
Gritei e não fui ouvida. Corri sem ser perseguida. Perguntei-me sobre o propósito da vida. A penas surgiram pontos de interrogação. Aquela minhoca torta com um pontinho no fim sem resposta alguma.

Quis voltar... Mas algo me prendeu naquele chão de pedra empilhado de pastilhas elásticas verdes, azuis, laranjas... pastilhas que vistas de longe, se tornam num imenso arco-íris.
Fechei os olhos e limitei-me a sentir a brisa... e a esperar que esta me levasse de volta ao início.


BJS*



segunda-feira, 11 de julho de 2016

"Nação valente e imortal"

"Nação valente e imortal"
Algo que nos define como únicos.
Muitas foram as vezes que cantámos o nosso hino de mão ao peito e a acreditar sempre que poderíamos chegar ao fim, chegar à tão desejada vitória. A olhar para cada jogo, cada batalha como se fosse a última.

Finalmente...
Conseguimos provar a muitos que a Seleção não se trata de Cristiano Ronaldo mas sim da união de uma equipa. Na união de 11 milhões.
Foi complicada, é verdade, mas nunca desistimos de lutar por aquilo que nos movia. A vitória. Muitas televisões se terão partido pois o desespero era enorme; muitos ataques de pânico deverão ter surgido com tantos sustos que os adversários nos pregaram. Mas o que importa são os copos partidos. as garrafas de cerveja a rolar pelo chão, que são o sinónimo dos saltos de alegria do nosso povo, as mesas pelos ares e as cadeiras de como CONSEGUIMOS!
Todas as músicas feitas, as fotos tiradas, os textos escritos, as ruas cheias, as gargantas roucas de tanto gritar, chegaram mais longe do que se imaginou possível.

A nossa garra a nossa crença esteve presente em cada choro, em cada grito, em todo o ar que se respirou tanto em França, como em Portugal e nos outros locais onde exista um português.


Apenas digo Obrigada!
Um obrigada de uma rapariga que nunca deixou de acreditar em você. Se no inicio tinha umas unhas pequeninas, agora quase nem há vestígio delas, devido ao sofrimento vivido durante este Euro. Obrigada Seleção, Conseguiram com que o vosso povo se esquecesse por momentos do que o atormentava, de o que o mantinha em baixo.

Somos mais que 11 milhões... somos os "Heróis do mar", os quais contra os canhões marchamos e sempre de cabeça erguida.

Obrigada Seleção, obrigada Portugal!

Até ao próximo Euro ou um até já Mundial...


BJS*




Uma pequena enfermeira

  Todos os anos, durante a minha licenciatura, me perguntavam o porquê, de ter escolhido seguir enfermagem. Nunca fui boa a explicar sensaçõ...