Filmada...
Fui filmada a sair de casa, de chapéus de chuva na mão, gabardina sobre o corpo, sem olhar nem para um lado nem para o outro, o que se costuma dizer ás crianças quando estas travessam a estrada. Limitei-me a seguir o meu caminho, sem me preocupar com as pessoas que me rodeavam. Podiam estar a falar do quão mal vestida eu estava, do quão esquisito é o meu andar.. Nada disso me importa. Limitei-me apenas a ser eu.
Ao longe, um grupo de jovens a jogar à bisca no café de esquina. Param... e olham para mim. Olham com um sorriso rasgado no rosto. Mas continuo a andar. Não parei. Segui em frente a derrubar tudo o que colocou à minha frente.
Do nada parei... Olhei para trás e reparei que estava bem longe de casa. Estava para lá da fronteira.
Gritei e não fui ouvida. Corri sem ser perseguida. Perguntei-me sobre o propósito da vida. A penas surgiram pontos de interrogação. Aquela minhoca torta com um pontinho no fim sem resposta alguma.
Quis voltar... Mas algo me prendeu naquele chão de pedra empilhado de pastilhas elásticas verdes, azuis, laranjas... pastilhas que vistas de longe, se tornam num imenso arco-íris.
Fechei os olhos e limitei-me a sentir a brisa... e a esperar que esta me levasse de volta ao início.
BJS*
quarta-feira, 13 de julho de 2016
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